domingo, 20 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
41.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
40. Retro I
Ser solitário é opção, mas solidão é coisa diferente. Ser sozinho é viver em seu exclusivo paraíso ou inferno interior. É ter o semblante impresso na vidraça da janela do mundo.
Ser solitário é isolar-se de si mesmo. É buscar o reflexo e descobrir o vazio, o opaco.
Sozinho é quem quer conviver consigo mesmo sem testemunhas.
Solidão é a frustração de não ouvir sequer a própria voz.
Eu, particularmente, não temo a solidão. Ela só chegará se eu deixar que a minha companhia se torne insuportável para mim mesma.
Afinal, o que me assusta não é ser só; o que me apavora é ter saudade.
Saudade tal qual a que o dia sente da noite.
terça-feira, 24 de junho de 2008
39.

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"Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim!" (Drummond)

